Interpretando Fragmentais I


Recentemente passei a fazer parte de um grupo de Dungeons & Dragons 4ª Edição, como jogador, assim estou tendo a oportunidade de conhecer melhor o sistema e também as raças e classes (incluindo todos os materiais já lançados até o momento). Acontece que com tantas possibilidades, resolvi tentar justamente um dos mais complexos personagens que já conheci: o Fragmental (Shardmind no original).

Sendo uma raça completamente nova no universo de Dungeons & Dragons, resolvi pesquisar mais sobre esses seres curiosos, residentes de diversos mundos, originários de nenhum. Ao longo dessa pesquisa me deparei com uma interessantíssima matéria publicada na Dragon #387 de Maio de 2010, que traduzi em duas partes para vocês. Espero que gostem.

Interpretando Fragmentais (baixar)

Material já lançado de Dungeons and Dragons 4ª Edição


É incrível a velocidade em que os livros de Dungeons & Dragons são lançados hoje em dia, graças a uma equipe competente e bem organizada, que consegue manter em dia seu cronograma. Para quem vive nos Estados Unidos é certamente uma excelente notícia, mas aqui no Brasil dependemos da boa vontade do mercado nacional de tradutores, que é leeento. Com o objetivo de tornar mais perceptível aos RPGistas essa diferença gritante, fiz uma listagem apurada dos lançamentos da Wizards na área de D&D 4E incluindo os livros, acessórios e cenários para uso de miniaturas (os Dungeon Tiles).

Compare, abaixo, a quantidade de material lançado em inglês (à direita, com as respectivas datas de lançamento) e a quantidade já traduzida (em negrito).

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Cavaleiros ou não? Eis a questão!


Quando iniciei o projeto “Cavaleiros, um novo começo” minha idéia ainda estava bastante atrelada aos conceitos do desenho original, mas isso são águas passadas. Depois de ver outros animes de estilo semelhante (leia-se Shurato e Lost Canvas) eu redesenhei algumas das histórias, inclusive para poder adaptá-las a um público maior. É fato que a grande maioria de leitores do mangá Lost Canvas deixou de gostar dos cavaleiros antigos, uma vez que a história ficou claramente mais objetiva e veloz na história dos antigos Cavaleiros de Ouro. Estes cavaleiros possuem vidas mais consistentes, dedicadas ao seu karma: proteger os deuses. Estes, por sua vez, não são bibelôs, não são fontes de poder inesgotável, tampouco são intocáveis, ainda que sejam extremamente poderosos. Essa mortalidade é o que torna a trama interessante e foi essa a parte que me motivou a iniciar o projeto, agora rebatizado como “Santuário“.

Adaga de Ares

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Resenha de livro – O Plano Inferior: Segredos do Caos Elemental



Nome: O Plano Inferior: Segredos do Caos Elemental

(The Plane Below: Secrets of the Elemental Chaos)
Publicado por: Wizards of the Coast
Sistema: Dungeons & Dragons 4ª Edição

Diferentes pessoas jogam Dungeons & Dragons por motivos diferentes. Alguns gostam de passar um tempo nas cidades, explorando diferentes localidades e envolvendo-se na política mundial. Outros preferem o exterior, estabelecendo acampamentos nas regiões selvagens e batalhando contra a natureza. Muitos jogadores preferem mergulhar em uma masmorra, encontrando chaves para portas trancadas e desarmando armadilhas na esperança de encontrar um grande baú ao final de sua jornada. Há ainda aqueles que desejam algo mais… abstrato. Para estes, existem os planos. Com o lançamento de O Plano Inferior: Segredos do Caos Elemental, uma das áreas mais caóticas em D&D é detalhada e colocada à disposição de jogadores e mestres, para ser explorada.

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:: Vistani I ::


Jogando com Vistani (Parte 1)

TRADUÇÃO: Johnathas Mendes Beccon

Andarilhos misteriosos, órfãos de três divindades e três mundos.

Sem uma pátria para chamar de sua, os Vistani vagam através do mundo e de seus reflexos. Eles tecem estórias enigmáticas de seu passado e seus costumes são impenetráveis para os forasteiros. Os clãs Vistani são um único povo, formado por diferentes raças, e perambulam, alheios à política e outras preocupações dos locais civilizados. Sua magia e astúcia lhes permitem passar com segurança através do abismo escuro entre áreas ocupadas e atravessar as paredes entre os mundos. Aos sedentários, estes viajantes cheios de manha trazem mercadorias exóticas, notícias, serviços e competências. Eles levam consigo grandes amigos, crianças orfanadas e tudo aquilo que é essencial a sobrevivência, bem como muitos objetos de valor (talvez mais do que receberiam honestamente).

Seja um Vistani se você deseja …
✦ vir de uma cultura que permite desafiar estereótipos raciais apesar de sua raça.
✦ acesso a uma “nação” errante de potenciais aliados, com uma cultura cheia de mistério e aventura.
✦ ser um membro de uma linhagem que favorece o vingador, druida, guerreiro, invocador, ranger ou ladino; ou qualquer classe arcana.

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Santuário (prévia 2)


Acho que já faz um bom tempo desde que eu mudei a data de lançamento para o dia 1º de janeiro de 2010, mas infelizmente ainda não é a hora de anunciar e dizer “está pronto”. No entanto acredito que com essas linhas-guia, muitos fãs serão capazes de criar novas idéias e até colaborar para que o meu trabalho se agilize, já que é bem mais trabalhoso fazer isso tudo sozinho… Alguém se habilita?

Confiram a segunda prévia (agora com 27 páginas) e dêem suas opiniões, já rendeu muitas melhorias no material, acreditem!

Confiram aqui as novidades.

:: Mastering VI ::


RPG Design – A Mágica do Acaso

Uma pedra solta faz com que o pé do oponente deslize, fazendo com que sua projeção potencialmente letal se transforme em um inofensivo tropeço antes que ele seja carregado pela maré da batalha.

O comandante experiente cai enquanto inspeciona as muralhas e quebra uma perna, desmotivando os guerreiros que em breve estarão defendendo estas mesmas muralhas e deixando as decisões de campo nas mãos de um tenente inexperiente.

Uma abertura momentânea nas nuvens deixa um raio de sol brilhar por um instante contra os olhos de um oponente, cegando-o momentaneamente. Por um curto – e fatal – momento, ele não é capaz de ver seu golpe para defender-se.

Hoje em dia isso seria o mesmo que dizer “opa!”, ou “que azarão!”, ou ainda “todo mundo se dá mal de vez em quando!”.

Essa não é a forma como a maioria dos povos ao longo da história teria visto estes sinais. Para eles, o que vemos como “acaso” era a constante intervenção de poderes sobrenaturais; aquele raio de sol era um sinal sobrenatural gritante de graça ou de ira. Afinal de contas, a vida do oponente não fora entregue em suas mãos?

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