Gantz RPG (fase 2)


Hoje, por volta das 6:20 am, terminei de ler o capítulo 311 de Gantz. Estou fascinado. Eu estava criando algumas definições de atributos um pouco mais complexos, como Sangue e Energia e então resolvi relembrar sobre as aparições de vampiros e o uso de equipamento motorizado. Abri o mangá no capítulo 219, eram 9:16 pm.

Impressionante como ele consegue prender nossa atenção, pela brutalidade e ao mesmo tempo pela quantidade de sentimentos envolvidos, a noção de fragilidade dos seres humanos. Nossa volatilidade e futilidade. Inspirado por tudo isso, escrevi as palavras que farão parte do trecho inicial do livro.

Espero que dediquem suas atenções a estas palavras da mesma forma que dediquei a minha ao seu desenvolvimento.

Como sempre, críticas são bem-vindas.

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:: 3 A.M. ::


São três horas da manhã. A lua, seminua, oculta-se sob o véu de nuvens. Os passos rápidos batem sobre as pedras como martelos. Os postes iluminam pouco. Oscilam, piscam, todos ao mesmo tempo. Ele já está acostumado. Às três e um da manhã ele cruza a rua. O chão é sujo, repleto de papel higiênico, restos de comida, roupas rasgadas de mulher. Ele nada olha. Os martelos continuam, desenhando um caminho firme sobre a lama, escolhendo cada pedra de forma certeira. O relógio marca três e dois da manhã.

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:: Doubt ::


“O príncipe caminhou por aquele largo corredor, o som de suas botas ecoando forte a cada batida, como um coração acelerado, sua capa azul-marinho ondulava e sombras dançavam ao seu redor enquanto ele passava velozmente pelas luzes mágicas que adornavam as paredes. Seu reflexo o acompanhava lado-a-lado através do espaço que o separava de seu destino. Passando rapidamente pelo túnel do relógio chegou ao grande altar de Dracmus. Parou por um instante e fez uma reverência. A sala era grandiosa em todos os sentidos e dezenas de sacerdotes estavam reunidos ali, na grande torre, para celebrar sua conquista. Era chegada a hora de um verdadeiro rei governar as Terras do Overseer, definir seus rumos, levá-los a seu verdadeiro destino. Sua ascensão ao trono significava muito mais do que simples formalidade, era a aceitação irrevogável da raça suprema entre os povos de Primeva. Chegava enfim a hora de revelar a existência dos filhos dos dragões, os filhos renegados pela raça dos escolhidos para governar a grandiosa Alekia. Com um gesto do príncipe o grande símbolo de Dracmus abriu-se verticalmente e a sala girou como se estivesse desmoronando apenas para remontar-se em seguida, agora como o alto de uma bela torre branca, de onde era possível ver as três luas alinhadas e também a quarta lua, a lua secreta, a lua dos mortos, brilhando à frente de todas elas como uma pupila escarlate em um grande olho divino de prata. O príncipe fechou seus olhos e uma pequena lágrima cristalizou-se ao rolar por sua face. Removendo seus mantos e sua capa deixou à vista seu corpo nu, esguio porém muito bem definido, de orelhas agudas e apontadas para trás, seu cabelo vermelho-azulado estava solto ao vento e ondulava como chamas inquietas, uma grande marca brilhava em suas costas: uma estrela cristalina azul de quatro pontas, que ía desde seu pescoço até o final da sua coluna. A pele parecia ter sido banhada em pó de Syrus, tendo uma cor branca levemente azulada e ao mesmo tempo reluzente. Os olhos apresentavam pupilas com o mesmo formato do símbolo em suas costas e igual coloração. Olhando para os céus ele sussurou algumas palavras… e então os céus queimaram como se fossem um fino papiro exposto às chamas.

O alinhamento estava perfeito. No mesmo instante a estrela de suas costas explodiu e o sangue jorrou sobre todos que estavam próximos. O príncipe
caiu de joelhos, as costas abertas, em silêncio… e então, para admiração de todos, de suas costas surgiram grandes asas de cristal azul. Houve um grito, som de carne rasgando, ossos quebrando, torcendo e girando dentro da carne, o odor corrosivo de sangue espalhou-se pelo vento. Ele tremia, suas mãos estavam arrebentadas, ossos pontiagudos saindo de suas pontas, ele sentiu seus ombros sofrendo a mesma alteração e no entanto, não conseguia expressar sua dor pois sentia que se o fizesse perderia os sentidos apenas pelo esforço. Olhou ao redor. Outro grito ecoou pelo vale. Pássaros revoaram. O som do segundo grito fôra tão terrível que agora muitos estavam de joelhos no chão, com os ouvidos tapados. Nem mesmo o príncipe percebeu que dele mesmo havia saído tal som… não fôra nem mesmo um grito afinal, mas sim um urro devastador, bestial. Os olhos vacilaram por um instante, mas não havia mais dor, apenas uma estranheza com um corpo tão grande e poderoso. Então ele olhou ao seu redor e sorriu.

“Hoje, iniciamos uma nova era para nosso povo.” -Disse ele. Sua boca ainda estranha, esforçou-se para pronunciar melhor as palavras. Deu uma pausa. Olhou novamente ao redor. Sorriu. -“Hoje baniremos o Overseer desta terra, para sempre.”

Elvenathien Silvarienn
[O Legado de Ethanaëdros Silvarienn, A Última Prisão]
Literatura Restrita – Biblioteca Imperial Élfica de Yasindall

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” Something has been taken from deep inside of me
The secret I’ve kept locked away no one can ever see
Wounds so deep they never show they never go away
Like moving pictures in my head for years and years they’ve played”

Linkin Park – Easier to Run

[☺]Soundtrack

No passado do continente flutuante, hoje chamado de Krystann, existem muitos mistérios, entre eles a origem das cinco torres que parecem agir como pilares do equilíbrio. Uma vez liberada a força outrora contida no interior de uma das torres, será possível retornar ao ponto de equilíbrio? Ou esta linha tênue pode acabar sendo rompida para sempre por causa da decisão de Valenth em abrir o portão do Exílio e trazer de volta o Overseer? Afinal de contas, quem comanda atualmente o lugar que já foi chamado de “Terras do Overseer”? Será ele realmente tão poderoso quanto diz?

Enfim, os Devas (deuses) começam a despertar de seu sono secular. A luta entre o bem e o mal tem início sobre a balança da neutralidade.

To be continued…

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