O Legado do Rei Caído


Herança, parte 1

O maior reino que já existiu, a maior glória alcançada desde o surgimento dos anões na forja do grande criador. Uma visão de grandeza tão impressionante que faria a própria jóia do norte empalidecer ante sua beleza… e isso era tudo o que havia restado de toda essa grandeza: ruínas. Estas eram as ruínas de Gharraghaur.

Golgor viajara durante três meses ao lado de seu fiel Sam, cruzando estradas raramente utilizadas, evitando rotas mais comerciais, disfarçando-se como um simples andarilho. Sam, seu pônei, tinha sido um companheiro inestimável durante todo esse tempo. Era quase como se ele realmente pudesse entender tudo o que Golgor dizia, mas é claro que o anão mais comentava sobre as glórias de seus antepassados, sobre a qualidade da arte que criavam e sobre a perfeição de seu hidromel do que qualquer outra coisa. Quando o antigo dono decidira vender o pônei ao anão, certamente imaginou que ele não teria como pagar um valor tão exorbitante e acabou surpreendendo-se quando ele prontamente aceitou e pagou com algumas gemas e moedas. Percebendo que não se tratava de uma pessoa qualquer, disse apenas:

“Ele não gosta de ser tratado como um animal, o Sam tem sido um bom companheiro, rebelde às vezes, mas muito corajoso. Cuide bem dele senhor.”

Agora haviam viajado mais de 800 quilômetros desde Idernost, através de extensas planícies, algumas colinas, margeando rios e até mesmo penetrando alguns vales, para finalmente emergir entre despenhadeiros e uma grande floresta, que ele acreditou tratar-se da Mata Escondida. Foi naquele momento que Golgor e Sam puderam contemplar, pela primeira vez em suas vidas, toda a grandeza das montanhas do norte, onde os ancestrais da casa de Kronum haviam vivido. Segurando sua barba, Golgor fez uma reverência. Mesmo o Príncipe Herdeiro da Casa de Kronum não passava de uma pequena rocha imperfeita ante a grandeza da criação dos deuses… Continue lendo

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:: Mastering VII ::


Do Tempo ao Tempo

Manipular o tempo tem sido, há muito, um ponto de conexão em mundos de fantasia e—com um pouco de planejamento—pode acrescentar novas dimensões aos seus jogos e aos personagens dos seus jogadores. Ele pode abrir locais novos e maravilhosos, além de deixar seus jogadores imaginando, “Qual será nossa próxima parada?”

Matando Tempo

Uma maneira de tornar seus jogadores mais perceptivos ao tempo é tirando-o deles, seja como uma penalidade por falha ou como parte da história. Aqui estão alguns exemplos:

  • Um tirano captura os personagens jogadores e os coloca em uma prisão de segurança máxima. Cada vez que eles tentam escapar e falham, perdem um ano de suas vidas devido ao confinamento na solitária ou a outras punições severas…
  • Os PJs derrotam um dragão branco mas não conseguem escapar de sua fortaleza gélida enquanto ela desaba. Ao invés de morrerem, os PJs ficam congelados e suspensos às portas da morte, apenas para serem descongelados muitos anos depois, em uma época em que os descendentes do dragão cresceram e o mundo precisa que os heróis terminem aquilo que começaram.
  • Um bruxo foge para um semi-plano onde o tempo se move mais depressa do que no mundo real. Cada vez que os PJs descansam, outro ano se passou no “mundo real”.

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Fim das Férias!


Galera, preciso agradecer a todos que continuaram frequentando o blog apesar da minha notada ausência de atualizações. É realmente impressionante perceber que a quantidade de acessos (mesmo nesse período de aproximadamente 6 meses de ausência) foi praticamente a mesma, senão crescente! Acredito que tanto reconhecimento se deve à grande qualidade dedicada a tudo aquilo que faço e em especial a este blog, pelo qual nutro um grande sentimento, uma vez que foi o remake do meu primeiro grande projeto de internet. Justamente por esses motivos eu jamais poderia deixar passar em branco essa data, quando o blog Domínio do Caos retorna à atividade, trazendo mais uma vez materiais exclusivos, traduções e tudo de bom que o RPG tem para oferecer (sem pirataria). Então, caros leitores, marquem em seus calendários esta data, pois é o dia do recomeço, o dia em que a história do Domínio do Caos ganha uma nova página que foi escrita especialmente para cada um de vocês.

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Interpretando Fragmentais I


Recentemente passei a fazer parte de um grupo de Dungeons & Dragons 4ª Edição, como jogador, assim estou tendo a oportunidade de conhecer melhor o sistema e também as raças e classes (incluindo todos os materiais já lançados até o momento). Acontece que com tantas possibilidades, resolvi tentar justamente um dos mais complexos personagens que já conheci: o Fragmental (Shardmind no original).

Sendo uma raça completamente nova no universo de Dungeons & Dragons, resolvi pesquisar mais sobre esses seres curiosos, residentes de diversos mundos, originários de nenhum. Ao longo dessa pesquisa me deparei com uma interessantíssima matéria publicada na Dragon #387 de Maio de 2010, que traduzi em duas partes para vocês. Espero que gostem.

Interpretando Fragmentais (baixar)

RPG e trilha sonora combinam? (parte 3 de 3)


Pois bem, amigos caóticos, chegamos à parte final dessa matéria (inacreditavelmente extensa) sobre a relação que fizemos entre trilha sonora e RPG. Esse post é mais dedicado àqueles mestres que amam a tecnologia e têm disponível uma gama de acessórios tecnológicos, aparatos que vão além do nosso bom e velho CD Player. Trataremos também da questão “será que essa música se encaixa?” e daremos algumas sugestões de bandas com suas devidas relações quanto ao estilo RPGístico ao qual melhor se adaptam.

Acho que a melhor forma de resumir tudo isso é através de um bom exemplo, portanto preparei um resumo de aventura explicando as melhores músicas (pelo meu ponto de vista) para cada situação. Também explico como funciona a organização dessas músicas e da própria aventura, para que você possa compreender melhor a mecânica que age aqui. Em alguns momentos até mesmo os efeitos que busquei obter nos jogadores são relatados. Embora a matéria seja um pouco extensa, espero que você goste!

Então, o que está esperando? Clique aí embaixo e tenha uma ótima leitura.

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RPG e trilha sonora combinam? (parte 2 de 3)


Olá mais uma vez, meus amigos caóticos!

Expandindo o conteúdo de nosso último post, trataremos de alguns cuidados que devem ser tomados DURANTE o jogo. Serão três postagens dedicadas às duas coisas que mais gosto: música e RPG. Afinal, o que poderia ser melhor do que a harmonia desses dois temas, não é mesmo?

Por falar em harmonia, mais uma dica importante: procure utilizar músicas que não sejam cantadas, pois a letra das músicas costuma distrair os jogadores um pouco, principalmente quando há algum diálogo envolvido (embora na maioria das cenas de ação não haja problema).

Eu sempre relaciono a reprodução de músicas para RPG com aparelhos do tipo CD Player, mas é claro que também podem ser utilizados aparelhos de MP3/MP4, iPhones, computadores desktop, netbooks ou mesmo notebooks; qualquer um deles devidamente conectado à entrada de áudio do seu aparelho de som, para não desgastar as caixas por causa de volumes elevados, para os aparelhos com menor potência de reprodução.

Vamos então ao que interessa!

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RPG e trilha sonora combinam? (parte 1 de 3)


Como vão vocês, meus amigos caóticos!?

Hoje falaremos de um assunto que já foi apresentado diversas vezes em sites, listas e fóruns de RPG, mas como sempre tem alguém que chega atrasado, ou então, sempre tem algum truquezinho novo para ser apresentado, gostaria de dividir com vocês minhas experiências com Trilhas Sonoras no RPG.

A primeira vez que participei de um jogo com trilha sonora percebi o quanto ela poderia mudar o rumo dos meus jogos, mas percebi também os riscos que a prática envolveria até que eu aprendesse a utilizar com precisão esse método. O tempo passou e hoje eu não imagino mais meus jogos sem esse componente fundamental. Querem a receita?

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