Cavaleiros ou não? Eis a questão!

Quando iniciei o projeto “Cavaleiros, um novo começo” minha idéia ainda estava bastante atrelada aos conceitos do desenho original, mas isso são águas passadas. Depois de ver outros animes de estilo semelhante (leia-se Shurato e Lost Canvas) eu redesenhei algumas das histórias, inclusive para poder adaptá-las a um público maior. É fato que a grande maioria de leitores do mangá Lost Canvas deixou de gostar dos cavaleiros antigos, uma vez que a história ficou claramente mais objetiva e veloz na história dos antigos Cavaleiros de Ouro. Estes cavaleiros possuem vidas mais consistentes, dedicadas ao seu karma: proteger os deuses. Estes, por sua vez, não são bibelôs, não são fontes de poder inesgotável, tampouco são intocáveis, ainda que sejam extremamente poderosos. Essa mortalidade é o que torna a trama interessante e foi essa a parte que me motivou a iniciar o projeto, agora rebatizado como “Santuário“.

Adaga de Ares

A idéia principal de como os poderes funcionam já está delineada nos PDFs que disponibilizei, além de uma pequena fração do mundo que utilizo para ambientar as histórias. O importante não é se são cavaleiros ao estilo da longa série de TV ou de Lost Canvas, por que isso depende só do que o grupo quer jogar. Logo, basta uma conversa entre os  jogadores e o DM para definir qual estilo aquele grupo em especial prefere e pronto. O sistema é flexível o bastante para que se jogue tanto um quanto outro através de alterações mínimas.

Shion

Shion de Áries

 

O sistema prevalente é o da 4ª Edição de Dungeons & Dragons, mas existe um aumento no número de poderes diários aos quais os personagens têm acesso. Existe uma diferença considerável entre os escalões hierárquicos (que não são apenas ouro, prata e bronze, eu fiz uma listagem bem maior do que isso e com variações de acordo com o deus escolhido). É claro que, de acordo com sua hierarquia, será necessário obter talentos específicos que qualificam o cavaleiro para sua busca pela armadura em questão (que pode ser uma armadura que está sem um usuário atual ou não…) sendo que, na maioria das situações, não se “ganha” uma armadura, mas sim se conquista. A Armadura Sagrada não é exatamente um item inteligente, mas eu diria que ela possui certos preceitos que não podem ser ignorados, afinal de contas, ela recebeu um lampejo de divindade ao ser criada.

Para representar as constelações, as forças do universo que regem os cavaleiros (que são marcantes no desenho), utilizei o conceito de Avatares: espíritos que vagam através do universo desde os primórdios da criação e que associam-se a uma única criatura por vez graças a um acordo feito com os deuses em tempos quase imemoriais. Essas forças ancestrais concedem ao seu escolhido a capacidade de manifestar seu cosmo interior, criando os poderosos efeitos que todos nós conhecemos. E aqui chegamos a um ponto importante: o de que o seu cosmo não depende da sua armadura e vice-versa. A armadura possui preceitos que o seu Avatar ignora, pois ele escolhe um mortal segundo razões que somente os deuses são capazes de compreender. Portanto, você tem um poder extra quando veste a armadura e o grau, a intensidade, desse poder varia de acordo com sua posição hierárquica dentro do santuário de sua divindade. Uma vez despido de sua armadura, o cavaleiro continua sendo uma criatura poderosa, mas carece de toda a força divina que lhe dá proteção ao trajar o corpus investido por seu criador.

Minos

Minos

Entre as características mais inovadoras de Santuário, estão a utilização de Pulsos de Cura para realizar feitos de grandeza (clique aqui ou aqui para ler mais) e também os pontos de vida adicionais concedidos por proteções como armaduras ou estruturas, além de redução da resistência destes itens de acordo com a quantidade de dano sofrida (essencial para que os Cavaleiros mantenham-se como uma classe equilibrada de Dungeons & Dragons). Também é possível somar os efeitos de alguns poderes para gerar um efeito sincronizado, com resultados bem interessantes.

O que quero dizer, no fim das contas, é que não importa realmente se a idéia que me motivou a criar esse material foi baseada no anime em questão, mas sim se os resultados estão claros o bastante para servirem de motivação e inspiração a todos aqueles que gostam de algum tipo de anime em que vale à pena investir um pouco do seu tempo para transformar, de acordo com as regras de um determinado sistema, e tornar uma nova possibilidade de estilo de jogo.

Se alguém quiser se manifestar, seja reclamando ou elogiando, esse espaço está aberto para vocês. Muito obrigado a todos os que se deram ao trabalho de ler antes de criticar.

Imagens obtidas no site Deviant.Art, créditos a The Ponk,e no blog Saint Seiya Perfil – SSPerfil.

Continuo escrevendo, qualquer dia desses eu atualizo!

Abração a todos.

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Uma resposta

  1. Eu prefiro o traço original.
    Eu acho que as aventuras desde a saga de Poseidon ,têm perdido toda a emoção.As batalhas estão muito rápidas,os inimigos muito fracos e os trajes dos guerreiros e os cenários estão muito pobres.
    A armadura do Hades por exemplo,estava muito simples para uma armadura de um Deus.
    Para mim esta saga de Hades foi um trabalho feito como por alguém que quisesse terminar logo para se livrar de um estorvo.
    A fase do santuário foi a parte melhor do que a inferno e campos Elízios.
    Se esta série lost cavans tivesse o traço original,teria feito um sucesso maior.
    Pois foi o traço original que encantou o mundo.
    Por favor.
    voltem a desenhar com o traço original.
    E criem armaduras melhores.
    Os farnats conseguem criar trajes bem melhores do que estes.
    Prossigam agora com a saga do céu.
    Começou agora seria bem terminar.

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