Resenha de livro – O Plano Inferior: Segredos do Caos Elemental


Nome: O Plano Inferior: Segredos do Caos Elemental

(The Plane Below: Secrets of the Elemental Chaos)
Publicado por: Wizards of the Coast
Sistema: Dungeons & Dragons 4ª Edição

Diferentes pessoas jogam Dungeons & Dragons por motivos diferentes. Alguns gostam de passar um tempo nas cidades, explorando diferentes localidades e envolvendo-se na política mundial. Outros preferem o exterior, estabelecendo acampamentos nas regiões selvagens e batalhando contra a natureza. Muitos jogadores preferem mergulhar em uma masmorra, encontrando chaves para portas trancadas e desarmando armadilhas na esperança de encontrar um grande baú ao final de sua jornada. Há ainda aqueles que desejam algo mais… abstrato. Para estes, existem os planos. Com o lançamento de O Plano Inferior: Segredos do Caos Elemental, uma das áreas mais caóticas em D&D é detalhada e colocada à disposição de jogadores e mestres, para ser explorada.

Como o capítulo de abertura explica, o Caos Elemental é incompreensível para aqueles que não o experimentaram. Já que nenhum de nós esteve lá, isso significa dizer que a Wizards of the Coast teve seu trabalho substituído por explicá-lo aos leitores. Por sorte eles já são experientes nesse tipo de coisa e a maior realização do livro é transmitir a natureza caótica e tumultuada do plano inferior. Direções não significam nada, locais mudam constantemente e a gravidade atua de forma diferente sobre seres vivos do que em objetos. É completa e totalmente sem sentido e pode ser um dos lugares mais interessantes para os jogadores visitarem. De fato, o livro abre com uma longa descrição sobre como lidar com esse tipo de insanidade. Ele explica como a realidade atua no caos, quais veículos e montarias podem sobreviver a ele e diferentes tipos de clima e perigos elementais com os quais os aventureiros podem cruzar. Estar no Caos Elemental, isso quer dizer coisas como trovão líquido, lama enfurecida e fogo congelado. As coisas surgem em todas as formas de loucura aqui e longas descrições no livro devem ajudar a passar essas sensações aos jogadores.

Conforme esperado, uma seção do livro é dedicada aos monstros, listando uma boa quantidade de criaturas diferentes que podem cruzar com os jogadores em suas aventuras. Eles são muito variados, sendo que muitos parecem encaixar-se em um universo Cthulhu em D&D, e devem temperar qualquer campanha que já tenha visto muitos Orcs e Gnolls. Desde que a Wizards of the Coast decidiu parar de falar em absolutos, eles se asseguraram de não limitar as criaturas ao Caos Elemental, o que significa dizer que não há motivo para que elas não apareçam vagando por Neverwinter. Falando de Cthulhu, há também regras para insanidade, já que é algo que os jogadores certamente precisarão combater enquanto estiverem lidando com A Cidade da Chuva ou O Palácio do Engasgo. É principalmente para uso dentro do plano, mas poderia ser facilmente colocado em uma campanha onde as coisas se tornem um pouco surreais demais.

Para Mestres de Jogo que preferem que seus jogadores experimentem e fujam de certas situações de uma forma mais diplomática, há diversos desafios de perícia. Ações que podem parecer insanas, como barganhar com um Efreet ou debater com um Slaad, podem não parecer o tipo de coisa que qualquer um deveria tentar no Plano Material, mas no Caos Elemental nada é proibido. Os desafios de perícia com os Slaad em particular são geralmente bem engraçadas, uma vez que essas criaturas já ficaram completamente insanas há muito tempo e reagem aos forasteiros de uma maneira bem… única. Vamos apenas dizer que elas podem ignorá-lo completamente, atacá-los, ou explodir. Volto a dizer que a palavra “única” parece ser a que melhor se encaixa aqui.

Uma boa parcela do livro é dedicada a detalhar algumas áreas importantes dentro do Caos Elemental, tais como Os Pilares da Criação e A Mina Cintilante. Seguindo estas descrições, são oferecidos encontros em diferentes cenários, escolhidos para dar aos Mestres de Jogo algumas idéias para ganchos. Depois disso, um dos aspectos mais importantes do Plano é dado em seu próprio capítulo: o Abismo. Pense nele como o inferno, com um número infinito de camadas de horror para se lidar. As descrições são fantásticas e deve ser uma boa leitura para qualquer um interessado em enviar jogadores ao Abismo, qualquer que seja a razão. Punição, eu suponho, seria uma razão fantástica.

No fim das contas é um livro muito focado. Quando comparado outras expansões, que estão repletas de informações que podem ser facilmente adicionadas em qualquer campanha, percebemos que este livro é realmente apenas para aqueles que desejam explorar o Caos Elemental. Dito isso, é uma grande ferramenta para se ter, e puxar esse livro no meio de uma campanha certamente vai causar calafrios nos jogadores. Não por que eles estejam com medo, mas por causa dos Portões do Inverno – que faz com que uma muralha de gelo pontiagudo surja do solo. Bem-vindo ao Caos Elemental.

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