:: 3 A.M. ::


São três horas da manhã. A lua, seminua, oculta-se sob o véu de nuvens. Os passos rápidos batem sobre as pedras como martelos. Os postes iluminam pouco. Oscilam, piscam, todos ao mesmo tempo. Ele já está acostumado. Às três e um da manhã ele cruza a rua. O chão é sujo, repleto de papel higiênico, restos de comida, roupas rasgadas de mulher. Ele nada olha. Os martelos continuam, desenhando um caminho firme sobre a lama, escolhendo cada pedra de forma certeira. O relógio marca três e dois da manhã.

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