:: Secrets III ::


Eis a conclusão do primeiro encontro.

[#]Five Destinies – Intro (parte 4)[#]

Como era esperado Nauth aceitou a missão em troca de sua vida, um acordo razoável já que ele tinha algum interesse no símbolo ostentado por Nirgan, embora ele parecesse muito contradito ao ter que aceitar servir a uma divindade. Entre tantos crentes de um mundo mágico, Nirgan havia encontrado justamente alguém que não acreditava nos deuses para converter, mas o fizera com sucesso. Exatamente como Dalamar havia esperado, suas habilidades superaram as expectativas. Agora que o julgamento havia terminado, o grupo de clérigos deixou Nirgan para que ele escoltasse Nauth até o templo sem atrair atenções indesejadas, duas pessoas solitárias são melhores do que um grande grupo neste caso.

Descendo até as masmorras os guardas liberaram Nauth, irritados por ter que fazê-lo, afinal não poderiam mais bater no garoto, e entregaram seus pertences: uma luva e um sabre além de alguns trapos. – “Não se preocupe com roupas Nauth” – a voz de Nirgan chamou a atenção do rapaz que se virou para ele rapidamente, seus grandes olhos azuis refulgindo – “Como um presente eu lhe trouxe estas.” – e entregou-lhe um pequeno pacote. Abrindo-o Nauth se surpreendeu ao ver uma roupa de seda negra com uma bela capa com capuz. – “Estou começando a achar que essa vai ser uma parceria interessante.” – Nauth disse enquanto vestia seus novos trajes e se admirava com a bela lua negra bordada em seu peito. Colocando seu sabre na bainha e vestindo também sua luva ele viu um pequeno brilho no fundo da pedra negra que a adornava e enquanto deixavam o castelo ele sentiu que muitas coisas estavam para acontecer à partir daquele momento.

[#]To be continued…[#]

__
“Where do we go from here
There must be something near
Changing you, changing me forever

Places change, faces change
Life is so very strange
Changing time, changing rhyme together”

Judas Priest – Never Satisfied

[☺]Soundtrack

Tem início uma aliança promissora. Um novo segredo surge sob a lua negra. Novas perguntas.
Quando surgirão as respostas?
Não perca a continuação.

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS III]\[DAY 5]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Secrets II ::


Nossa história continua, agora em sua terceira parte, revelando pouco-a-pouco alguns acontecimentos na vida de Nirgan e sua relação com o que está por vir.

Tem início o primeiro encontro.

[#]Five Destinies – Intro (parte 3)[#]

Agora Nirgan era quase um homem e recebia sua primeira missão diplomática, salvar alguém de ser condenado à morte. – “O nome dele é Nauth.” – De alguma forma o nome soou familiar e ecoava na mente do clérigo enquanto ele caminhava com seu grupo diplomático em direção ao castelo dos Lordes, ocultos em seus mantos, pela sombra da noite. – “Se ele aceitar uma missão em nome de nossa igreja e jurar fidelidade à Dama da Noite, conceda a Nauth a liberdade e diga que cuidaremos para que ele cumpra sua pena até o fim de seus dias, obedecendo nossos preceitos. O juíz dos Lordes é um homem bom e aceitará este julgamento como justo.” – A voz do elfo ía e vinha de sua mente como uma repetição, quando percebeu Nirgan já estava subindo as escadas para a sala de julgamentos com o grupo de clérigos que o auxiliaria em sua missão caso fosse necessário: Elingarvos, Marastho, Jostor e o próprio Dalamar. Após uma breve reverência eles sentaram-se ao redor da grande mesa circular. As paredes de pedra cinzenta e a ausência de janelas contribuiam para tornar aquele aposento realmente irritante. Iluminado por muitos archotes, algumas poucas sombras eram projetadas sobre eles, onde o teto dava lugar a largas vigas de madeira, sobre as quais podía-se ver as pesadas telhas de barro da torre oeste onde seria realizada a audiência desta noite.

Quando os guardas entraram trazendo um rapaz esguio e magro, Dalamar chegou a se levantar, mas sentou-se novamente em seguida, percebendo que isso poderia ser visto como um insulto. Nauth era um rapaz jovem, de olhos azuis e profundos, mas com cabelos brancos como um espectro, de alguma forma ele parecia jovem e velho ao mesmo tempo, o que fazia com que muitas vezes as pessoas ficassem assustadas com ele. Sua pele era muito clara, quase albina e ele provavelmente tinha problemas com a luz do dia pois tinha algumas feridas em suas mãos e rosto e alguns guardas disseram que o haviam transferido para uma cela subterrânea para que ele parasse de reclamar. Quando Nirgan o viu seus olhos se cruzaram em um momento que pareceu durar uma eternidade, aquele olhar era frio e vazio, mas assim como em Dalamar, a morte não existia nele! Foi naquele momento que ele compreendeu o que poderia ter atraído a atenção de sua deusa para aquele rapaz. Diferente de Dalamar, Nauth possuía uma aura de vida ao seu redor, produzindo aos olhos de Nirgan a luz que vinha da energia vital que cerca todas as coisas, mas ela tinha muitas fagulhas douradas, ele nunca tinha visto aquilo. E além disso não havia nenhum sinal de aquela vida se esvair, ele parecia congelado no tempo como se, de alguma forma, pudesse estar além da sua própria existência, como se seu tempo já tivesse terminado antes mesmo de ele nascer…

[#]To be continued…[#]

__
“Love i can’t have
the dad i won’t have
the child was left here all alone
i was left here all alone
Destiny, My destiny,
dance with me, dance with me, destiny
destiny, my destiny,
no escaping that’s for me”

Knowledge – Gnat (I’m all alone)

[☺]Soundtrack

Quem será este estranho rapaz de nome Nauth? Qual será seu papel nos planos da Deusa? Nirgan está enfim frente a seu desafio. Conseguirá ele convencer os lordes para que liberem o rapaz de alguma forma? Não perca a continuação.

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS II]\[DAY 4]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Secrets I ::


Meus dias são cercados de luz mas ela não me agrada, sou um filho da escuridão como sempre fui, a lua é minha guia e ela é quem me mostra o caminho. Não a lua cheia que reflete a luz do sol, mas a lua negra que oculta os seus doces segredos que um dia hão de ser revelados.

“Devora-me ou decifro-te…”

Não sou uma esfinge, mas tenho meus mistérios, meus segredos. Não pense que isso é fácil de descobrir, enigmas podem ser muito mais complexos do que você imagina.

Continuando a história eu vou dar mais uma amostra grátis, hehehe.

[#]Five Destinies – Intro (parte 2)[#]

Dalamar sorriu, um meio sorriso que mantinha seus lábios finos como um risco torto no final – “…este rapaz foi encontrado pelo que tudo indica junto a um cadáver próximo do porto. Foi detido pelos guardas quando tentou fugir.” – Nirgan suspirou, esse não era o tipo de missão que ele esperaria de seu mestre, afinal de contas, desde quando a Igreja da Noite se aliava aos Lordes para salvar alguém? Será que Dalamar estava louco? Como se pudesse ler seus pensamentos o elfo se levantou da cadeira e olhou Nirgan nos olhos – “Você entende que os anseios de nossa grande mãe são muitas vezes misteriosos até mesmo para nós não é verdade?” – Nirgan assentiu com um movimento da cabeça – “Então você deve saber apenas o que eu lhe comando e compreender que o que vem de mim é a vontade divina manifestada.” – De fato Nirgan via seu mestre como uma figura quase divina desde que fora salvo por ele há oito anos atrás, Dalamar não exibia a luz que os outros emanavam aos seus olhos, não estava morto nem vivo, não havia a morte em seu futuro, para Nirgan ele era eterno. – “Sim Dalamar, eu compreendo. Perdoe as dúvidas deste humilde servo.” – Dalamar apenas sorriu.

A luz que iluminava o aposento era fraca, vinda de velas negras em um pequeno altar logo atrás da mesa escura. O manto de Dalamar esvoaçou quando ele se virou, mas a chama das velas nem mesmo se moveu, tão suaves e leves eram seus movimentos. Sua voz era forte e amaciada como um veludo, sua altura estava acima da média para os elfos e sua pele era muito branca, quase translúcida. Poucas coisas eram conhecidas sobre sua origem ou como ele havia chegado a esse posto na Igreja da Noite, alguns diziam que Dalamar era um Elfo das Estrelas, o que quer que isso fosse. Ele havia vindo para a Igreja naquela noite junto com um garoto muito pálido e assustado, foi um dia depois do desaparecimento do antigo regente. Oito anos haviam se passado desde então, o garoto se tornara seu pupilo nas artes arcanas e desenvolvera uma aptidão sobrenatural para lidar com a necromancia ao mesmo tempo que era colocado junto aos aprendizes do clericato. Dalamar fôra um tutor inflexível, rápido para punir distrações e difícil de impressionar, apenas o avanço de Nirgan parecia satisfazê-lo de alguma forma e os outros aprendizes sentiam-se incomodados por essa preferência de seu tutor por um aluno tão fraco e débil. Mas Dalamar não o protegia, muito pelo contrário, ele fazia com que vissem Nirgan exatamente dessa maneira, foi isso que o tornou mais forte.

[#]To be continued…[#]

__
“Lonely again
Perish the heat
Succumbing breath
Last but not least
Die or slay
Hide on the field
Perceiving eyes
Hunting the prey”

U2 – Hunters and Prey

[☺]Soundtrack

Assim começa a jornada de Nirgan. O que o aguarda em sua jornada ainda está para ser revelado. O que será que Dalamar espera com tal prisioneiro? Quais serão suas habilidades? Ninguém sabe o que espreita na noite…

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS I]\[DAY 3]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.

:: Secrets ::


Que rolem os dados. Hoje é dia de jogar RPG!

Temos uma campanha de Dungeons & Dragons em andamento, o grupo de jogo é composto de 5 pessoas (Henrique “Lalau”, Leandro “Madruga”, Álvaro “Silêncio”, Luiza “Esquilo” e Luis Fernando “Tonho”) e mais o Game Master (Eu).

Aproveitando o post vou fazer uma pequena descrição de parte do que ocorreu em nosso primeiro jogo.

[#]Five Destinies – Intro (parte 1)[#]

Já era tarde quando Nirgan Morgan ouviu o som de batidas na porta de seu quarto, já fazia 3 dias que ele estava em reclusão para receber as bençãos de sua amada deusa, quem ousaria interrompê-lo naquele momento de meditação? Uma voz veio através das frestas na madeira, – “O seu mestre invoca sua presença em sua sala, Nirgan” – era um daqueles cães desprezíveis, um dos clérigos recém-iniciados, incapazes de compreender a verdadeira relação mantida por alguém como Nirgan com sua divindade, e eles o odiavam por isso, mais do que isso, eles o invejavam, ele podia sentir isso em suas vozes e até mesmo em seus olhares quando ele cruzava os corredores de pedra do templo da Deusa da Noite.

“Diga a ele que estarei pronto em um minuto” – A voz de Nirgan fez-se ouvir através do aposento, enquanto ele se levantava e removia suas vestes ritualísticas para vestir o manto daqueles que escolheram o clericato como seu caminho. Ele ajeitou o manto sobre os ombros e encaixou a corrente prateada que pendia de um ombro ao outro, terminando nas pequenas luas negras envoltas em um disco arroxeado, o símbolo de sua deusa. Prendeu então a faixa roxa em sua cintura e vestiu os sapatos negros.

Não havia janelas ou outros locais por onde pudesse entrar qualquer tipo de luminosidade em seu quarto, ele não precisava. Nirgan havia nascido com a habilidade sobrenatural de ver a luz gerada pela vida que existe nas criaturas ao seu redor, e mais do que isso, ele podia ver essa luz se esvaindo a cada instante, a vida se perdendo… ele podia ver a morte nos olhos de cada ser vivo que se aproximava dele.

* * *

A porta se abriu e Nirgan pode ver o grande corredor à sua frente, os clérigos e seguidores que vinham até o templo prestar suas orações estavam por todos os lados, então ele fechou a porta e trancou-a rapidamente, seguindo seu caminho em direção à sala de seu mestre. No caminho ele via alguns cochicharem e apontarem para ele, mas já estava acostumado. Há oito anos ele havia sido salvo por Dalamar Blackmoon, o regente do templo local, fora então trazido para o templo onde foi aceito, assumindo mais tarde o posto de iniciado.

Em breve seria o momento de receber oficialmente o título de clérigo, mas muitos o viam como uma farsa, um garoto mimado que devia receber uma boa lição para aprender a não se meter no caminho dos outros. Mas Nirgan não era como eles, ele sabia como lidar com tudo isso. Tinha sido assim desde o início, mas ele continuava lá após oito anos, não é mesmo?

Ele desceu as escadas até chegar ao grande salão, de onde teria acesso ao aposento onde encontrava-se Dalamar. Bateu à porta e aguardou, passou-se algum tempo até que a voz la dentro se fizesse ouvir, – “Entre” – disse ele, e a porta se abriu lentamente, revelando um aposento muito bem organizado, com estantes cheias de livros e uma grande mesa de madeira escura ao fundo. Paredes decoradas com quadros chamavam a atenção de quem entrasse ali, além de uma bela tapeçaria onde o negro e prata predominavam, contrastando com o roxo dos arranjos. Nirgan caminhou com passos largos e velozes pela sala até atingir os degraus que divisavam os dois ambientes da sala, até chegar na grande poltrona que se voltava para um grande espelho inclinado em um canto, em cujo reflexo se via um belo elfo, de longos cabelos negros e uma expressão amistosa, seus grandes olhos negros refletindo o brilho prateado das correntes de Nirgan – “Eu o aguardava. Tenho uma solicitação para que você faça um julgamento especial junto ao conselho dos Lordes e salve um rapaz que está sendo acusado de assassinato…”

[#]To be continued…[#]

__
“Let me strip the pain, let me not give in.
Free me of your life, inside my heart dies.
Your dreams never achieved, don’t lay that shit on me.
Let me live my… life.”

Korn – Dead Bodies Everywhere

[☺]Soundtrack

Talvez eu continue a escrever em breve.

\\ROOT:\UNIT 7\>[END OF SECRETS]\[DAY 2]\> LOGOFF.EXE

.:[END]:.